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23 de abril de 2016

Conjugação do Alemão I: Präsens

Clique nas fotos para vê-las em tamanho maior: 
 1)Em alemão há verbos com infinitivo em –en (machen, wohnen) e outros em –n (tun, ändern). Sem esta terminação, obtemos a raiz verbal à qual são adicionadas as terminações. (raiz verbal: wohn-, tu-)
2)Verbos cuja raiz verbal termina em -d/-t (arbeiten, baden)ou consoante + -m/-n (atmen, leugnen) mantêm a letra -e- em todas as pessoas para facilitar a pronúncia. Exceção: se a consoante antes do -m/-n for (ex.: warnen) a regra não se aplica.
3)A segunda pessoa do singular (du) de verbos cuja raiz verbal termina em sons sibilantes, por exemplo: -s, -ß, -z, -x, é excepcionalmente -t. (du heißt, du faxt, du tanzt, du presst).
4)Verbos que terminam -eln normalmente perdem o -e- na primeira pessoa do singular (ich handle, ich angle).
5)Há alguns verbos que sofrem alternações vocálicas na segunda e terceira pessoas do singular.
a)a à ä: er fährt, er lässt, er fällt etc.
b)e à ie: er sieht, er liest, er empfiehlt etc.
c)e à i: er gibt, er isst, er trifft etc. Atenção: nehmen à er nimmt 
(Dica: a troca eài é bem mais comum que eàie)
d)au à äu: er läuft, er säuft etc.
e)o à ö: er stößt (esta mudança ocorre apenas em stoßen e derivados)
Acima estão exemplos de verbos com conjugação irregular no Präsens. Convém notar que, com exceção do verbo sein, as irregularidades acontem apenas no singular. Os verbos modais e o verbo wissen têm em comum que a primeira e terceira pessoas do singular não têm terminação.  

15 de abril de 2016

O mercado para profissionais de língua alemã

Eu tenho consciência de que meu blog é lido não só por aprendizes de alemão, mas também por pessoas que trabalham com a língua alemã, meus colegas de profissão. Como muitos sabem, sou formado em Letras pela Universidade Federal do Ceará com habilitação em Língua Portuguesa, Língua Alemã e respectivas literaturas. Depois disso fiz um mestrado na Universidade de Leipzig em Alemão como Língua Estrangeira. Foram muitos anos dedicados ao estudo da língua alemã, mas também ao estudo da didática da língua alemã e suas áreas afins.

De vez em quando recebo mensagens de gente jovem, terminando o Ensino Médio no Brasil e na dúvida se devem fazer o curso de Letras com habilitação em língua alemã, me pedindo dicas sobre o mercado, sobre a faculdade etc. É por isso que decidi explicar um pouco sobre esse mundo profissional das Letras.
P.S.Não quero destruir o sonho de ninguém, mas já aviso que nem tudo são flores.
P.S.² O tópico se refere apenas ao mercado para formados em Letras. Não é um tópico sobre as vantagens de se estudar alemão no geral, nem menciona também possibilidades de trabalho para falantes de alemão formados em outras áreas. 

Por que eu fiz faculdade de Letras (Português - Alemão)?
No Brasil terminamos o Ensino Médio muito cedo e é muito difícil escolher uma carreira com 17 anos que seja pra vida inteira. Eu creio que 95% das pessoas que fazem Letras não sabem bem o que querem fazer profissionalmente no futuro. Mas uma boa parte sabe que gosta de idiomas, de língua portuguesa ou de literatura. Eu era mais uma destas pessoas. Sabia que queria fazer algo com línguas estrangeiras. Eu já sabia inglês e não queria passar mais anos da faculdade estudando inglês. Queria aprender uma língua que pouca gente sabia no Brasil. Já que não me tornaria engenheiro, eu queria pelo menos saber algo diferente. Pois bem. Os motivos que me fizeram escolher alemão foram esses: vontade de aprender uma língua diferente
Veja bem: eu já tinha noção de alemão antes da faculdade (contei minha história aqui). Mas eu definitivamente não sabia o que eu ia fazer com alemão depois de me formar. Então a escolha foi totalmente baseada em minhas aptidões (eu gostava de idiomas, aprendia-os com certa facilidade) e vontades (eu queria aprender mais idiomas), mas nada baseadas no mercado de trabalho (onde tem emprego pra quem se forma em alemão?). Se eu tivesse que decidir isso hoje, eu talvez tivesse feito faculdade de outra coisa. Mas eu trabalho atualmente com aquilo de que gosto, então não tenho do que reclamar.

O que se estuda na faculdade de Letras?
O curso de Letras da UFC é uma Licenciatura com habilitação dupla (em português e alemão). É como fazer duas faculdades ao mesmo tempo. Você faz disciplinas de Língua Portuguesa e de Língua Alemã. No começo da faculdade tem mais português e no fim da faculdade você passa quase o tempo todo mergulhado na língua alemã. O currículo de alemão da UFC é bastante variado: 8 disciplinas de língua alemã (pra aprender a língua desde o zero até aprox. nível B1/B2), várias disciplinas gramaticais (Fonologia, Morfossintaxe), Compreensão e Produção de Texto em alemão, quatro disciplinas de Literatura Alemã (sim, a gente lia desde Goethe, Schiller, passando por Kafka bem como autores modernos). Pra terminar ainda havia disciplinas didáticas (Ensino de Língua Alemã) e um estágio de ensino. Algumas disciplinas eram ofertadas esporadicamente - como Tradução ou Produção de Material Didático. A UFC também tem uma parceria com a Universidade de Colônia e até hoje todos os anos há um seleção para Bolsa de Estudo para passar um ano estudando em Colônia (fui bolsista em 2006-2007). Vale lembrar que o estudante de Letras não deve só aprender o idioma, mas também refletir sobre o idioma e ser capaz de ensiná-lo (no caso da Licenciatura). Eu terminei a faculdade satisfeito com o currículo da UFC. Outras universidades brasileiras têm outros currículos. (No fim do tópico há uma lista de universidades). Se você quiser ver o currículo da UFC, clique aqui

Dá pra aprender o idioma na faculdade?
Não se aprendem línguas em curso nenhum. Língua se aprende fora do curso. O curso deve ser apenas uma ferramenta para o seu aprendizado. Se você ainda acha que o fato de frequentar o curso garante saber uma língua, sinto muito decepcioná-lo. Certificado de curso de inglês muita gente tem. Agora falar que é bom... Lembre-se: as aulas são ferramentas de aprendizado, mas não garantem o aprendizado por si sós. 
O aprendizado dependerá SÓ de você! 

Qual o mercado de trabalho pra quem se forma em alemão?
Aqui estão algumas profissões que você poderá exercer no Brasil formado em alemão (a depender, claro, da sua experiência nas respectivas profissões): professor de alemão (em instituições privadas ou públicas), guia de turismo (para grupos de turistas de língua alemã, por exemplo), tradutor (freelancer ou juramentado), intérprete (talvez seja necessário fazer especialização em tradução e/ou interpretação), revisor de textos, aplicador e/ou corretor de testes de proficiência, secretário bilíngue (para empresas alemãs), dentro do meio acadêmico ainda poderá (a depender da qualificação posterior) trabalhar como professor universitário ou pesquisador.
Se você for formado em outra área além do alemão, pode também tentar dar aulas em escolas alemãs (por exemplo, dar aulas de matemática em alemão). Para ver a lista de escola teuto-brasileiras, clique aqui.
Na Alemanha o mercado para profissionais de alemão que têm alemão como língua estrangeira é pequeno e mal pago, mas pode ser um mercado promissor por conta do crescente número de refugiados. Para dar aula de alemão para estrangeiros na Alemanha em cursos de integração é necessário receber uma autorização do BAMF (Bundesamt für Migration und Flüchtlinge). Esta autorização só é dada para quem tem a devida formação. (Ou seja, até quem tem alemão como língua materna precisa fazer nem que seja um curso de qualificação como professor de alemão pra estrangeiros). No meu caso, como eu tenho mestrado na área, eu receberia a autorização. Não é necessário falar alemão como língua materna, apenas ser qualificado. Se você tiver formação em português, poderá talvez dar aulas de português na Alemanha (que é o meu caso atualmente). Mas o mercado de língua portuguesa é bastante pequeno. Estar na Alemanha talvez seja a melhor maneira de concorrer a vagas interessantes na área de Letras.

Os professores de alemão como língua estrangeira ganham bem na Alemanha?
Vou ser sincero: Se você pensa que a Angela Merkel está dando "muitos dinheiros" para pagar as aulas dos refugiados, fique sabendo que os professores de alemão como língua estrangeira ganham normalmente muito mal, quase todos trabalham como autônomos (ou seja, sem contrato fixo, sem direitos trabalhistas, sem direito a férias remuneradas etc.) e pagam altíssimos impostos. Infelizmente, o mercado já era assim antes da crise dos refugiados e pouco tem sido feito para mudar isso. A maioria dos refugiados recebe aula de alemão de voluntários num primeiro momento, pois o governo federal nada (ou muito pouco) tem feito para contratar professores. Sendo assim, se seu sonho é sair do Brasil pra dar aula de alemão pra estrangeiros aqui, saiba que as poucas vagas fixas que existem são concorridíssimas e você ainda terá os alemães como seus concorrentes. Mas se você já morar na Alemanha, poderá ver uma chance de entrar neste mercado como autônomo (ou seja, você assume turmas em escolas de alemão, ganha por hora/aula sem "carteira assinada"). Nada de achar que tudo na Alemanha é perfeito. Longe disso.
Então quando vier pra Alemanha pra frequentar um curso de alemão lembre-se: a grande maioria das escolas não contrata os professores. Os professores são funcionários autônomos que prestam serviço às escolas. A escola paga um valor por hora/aula. Deste valor, os professores ainda têm que descontar uma parte para pagar os impostos e têm que pagar o seguro-saúde (obrigatório) do próprio bolso. Alguns poucos professores de alemão têm a sorte de serem contratados pela instituição e ganhar um salário fixo (com todos os direitos trabalhistas). Se quiser ler mais sobre a situação atual dos professores de alemão na Alemanha, leia na reportagem aqui (em alemão).

É possível viver bem como professor? 
Sim, é possível viver bem como professor na Alemanha, mas apenas se tiver contrato fixo. Os professores das escolas primárias e secundárias na Alemanha normalmente têm mestrado e ainda fazem alguns anos de estágio (Refendariat) antes de assumirem uma vaga numa escola. Mas para muita gente é uma forma de garantir um emprego pra vida toda. Nas universidades também há concursos esporádicos para novos professores em diversas áreas. Muitas universidades contratam professores temporariamente (ter um contrato temporário é fincanceiramente bem melhor do trabalhar como autônomo), mas você pode ter a sorte de ser contratado como professor fixo em alguma escola ou universidade. Se isso acontecer, aí você poderá viver dignamente sendo professor.
Um professor de universidade e/ou escola pública é um servidor público. Seu salário é definido em assembleias e discussões entre sindicatos e governos dos estados da federação. Ou seja, os salários dos professores não são aumentados voluntariamente, e sim através da luta dos sindicatos por acordos salariais. Às vezes professores também fazem greves e protestos por melhores salários. (Greves e protestos de professores na Alemanha costumam durar UM dia).
A profissão de professor na Alemanha é vista com bastante respeito e é considerada uma BOA profissão. Ninguém olha para um professor com dó por não ter conseguido algo melhor. Mas é claro que estamos falando de professores com contrato fixo, seja numa universidade ou escola. Os professores autônomos continuam, quase sempre, ralando muito para conseguir pagar as suas contas.

É possível dar aulas de alemão para alemães? Não há aula de português nas escolas?
Nada impede que um estrangeiro dê aula de alemão para alemães desde que tenha a qualificação adequada. Infelizmente um curso de Letras feito no Brasil não é equivalente a uma licenciatura em alemão feita na Alemanha.
A Licenciatura em Alemão do Brasil é chamada aqui de Deutsch als Fremdsprache. Se você conseguir autorização do BAMF, você poderá ser professor de alemão como língua estrangeira em cursos de integração. Com o altíssimo número de refugiados tem aumentado o número de pessoas dando aula sem essa qualificação (mas precisa ter alemão como língua materna). Ou seja, estrangeiros SEMPRE precisam provar a qualificação necessária.
Para dar aula de alemão no ensino primário e secundário você terá que estudar Germanistik com um foco bastante forte nas literaturas de língua alemã e no estudo da língua alemã (antiga e moderna). Opcionalmente os alunos podem também fazer módulos de alemão como segunda língua devido ao grande número de filhos de imigrantes nas escolas. Então se quiser realmente dar aulas de alemão pra alemães, terá que fazer Licenciatura em Germanistik e em outra matéria (pois os professores das escolas aqui se formam em duas disciplinas).
Há apenas pouquíssimas escolas e estados que têm/consideram a língua portuguesa como matéria escolar. Sendo assim é bastante difícil reconhecer a sua formação em português como segunda disciplina, a não ser que o estado onde você mora reconheça português como matéria escolar. Resumindo: se quiser dar aula em escolas primárias ou secundárias, terá que se formar em DUAS matérias. Elas não precisam ter a ver uma com a outra. Por exemplo, você poderá se formar como professor de Química e Física, ou Geografia e Inglês, ou Educação Física e Artes. Tem que terminar o Mestrado e fazer o Refendariat (uma espécie de estágio).

Quais outros campos para os profissionais de Letras (Alemão)?
Sobre os outros campos de trabalho eu tenho POUCA experiência, já que trabalhei quase sempre como professor. Mas corrijam-me caso diga alguma bobagem nas linhas abaixo, por favor.
O campo da tradução e interpretação pode ser bom para quem trabalha com idiomas. O grande problema do mercado de tradução é, novamente, trabalhar como autônomo. Ou seja, pode haver momentos em que você esteja atolado de trabalho e outros nos quais você não tenha nada. Por exemplo, tornar-se tradutor juramentado na Alemanha requer a participação numa prova de tradução e interpretação. Em Hamburgo, por exemplo, você pode ler sobre essa prova no seguinte site (clique aqui). Como sempre há brasileiros precisando de traduções juramentadas, pode ser realmente uma forma de se ganhar dinheiro. Como autônomo o que garantirá seu sustento é o seu nome. Você primeiro terá que ralar pra ter o seu nome conhecido no mercado e, desta forma, conseguir mais clientes. No Brasil, o trabalho de tradutor não é muito diferente. Mas as provas para tradutores juramentados parecem ser um pouco raras.
Um bom intérprete pode realmente ganhar bastante dinheiro se conseguir projetar o seu nome no campo jurídico, de negociações ou político. Um intérprete que participe de diálogos entre políticos, negociações entre empresários, por exemplo, pode ter um retorno financeiro muito bom. Mas seria importante não se concentrar apenas em duas línguas (português e alemão) para aumentar as chances de contratação.
O meio acadêmico pode também ser uma chance para quem estuda idiomas. No Brasil, as vagas como professor universitário são, quase sempre, uma das poucas chances de garantir qualidade de vida sendo professor. Na Alemanha, é possível também ser professor universitário de outras áreas das Letras, não só de língua em si. Um doutorado em determinadas áreas da Linguística ou Literatura podem abrir portas. Mas lembrem-se: as vagas na Alemanha existem, mas novas vagas abrem apenas esporadicamente e você concorrerá com alemães também.
Se você não gostar de dar aula, lembre-se de também procurar emprego em empresas alemãs no Brasil. Muitas vezes, eles contratam pessoas para exercerem outras funções que requerem os dois idiomas.
Um último campo de trabalho seria o de correção e aplicação de provas de proficiência. O Instituto Goethe, o telc e o TestDaF Institut são os maiores aplicadores de testes de proficiência de alemão no momento. Você pode contactar (um d)esses institutos para se qualificar como aplicador e/ou corretor de provas, dependendo de onde você more. Com o alto número de refugiados, é quase previsível que haja grande necessidade de corretores do Zuwanderungstest (que é um teste que os imigrantes fazem ao fim do curso de integração, de nível A2/B1).
Dá pra perceber que a maior parte são empregos autônomos. As perspectivas de trabalho fixo na área de Letras são quase sempre no meio acadêmico ou escolar. (Lembrem-se: para trabalhar como autônomo na Alemanha você precisa ter cidadania europeia OU ter um visto de trabalho que permita trabalhar como autônomo [por exemplo, a Niederlassungserlaubnis]).
Caso existam outras perspectivas de trabalho para as pessoas que se forma em Letras que eu não citei aqui, por favor, comentem.

Moral da história
Se você acha que tem talento para idiomas, realmente gosta da língua alemã e sente que pode trabalhar com idiomas, Letras (Alemão) ou Letras (Português/Alemão) pode ser um ótimo curso para você. Se você quer trabalhar em outra área e quer apenas aprender o idioma, sugiro fazer um curso de línguas, não necessariamente o curso de Letras. Mesmo assim, o curso de Letras pode ser uma ótima experiência. Tenho colegas da faculdade que hoje trabalham em outras áreas, mas que nunca se arrependeram de terem estudado alemão. De qualquer forma, se você fizer Letras e continuar na área, não espere ficar rico. Os melhores empregos da área são empregos na área acadêmica (professor universitário, por exemplo) ou empregos fixo em escolas (na Alemanha, por exemplo). Mas mesmo sem riqueza, se for aquilo que você curte, o seu trabalho pode te dar bastante satisfação. Afinal, sempre precisaremos de professores, tradutores, intérpretes e de outros profissionais de idiomas. Seja o melhor naquilo que você faz que com um pouco de sorte o seu talento também te trará retorno financeiro. Um grande abraço a todos @s colegas e futur@s colegas de profissão.

Onde é possível fazer graduação em Letras (Alemão ou Português-Alemão) no Brasil?
Aqui vai a lista de algumas universidades onde se pode estudar Letras (Alemão) no Brasil (clique no nome da universidade para mais informações sobre o curso de Letras). Se faltar alguma ou se houver informações equivocadas, por favor, avisem-me nos comentários que eu acrescento sem problemas.

Norte
Belém/PA - Universidade Federal do Pará - Letras (Alemão) - Licenciatura

Nordeste
Fortaleza/CE - Universidade Federal do Ceará - Letras (Português/Alemão) - Licenciatura
Salvador/BA - Universidade Federal da Bahia - Letras (Português/Alemão) - Bacharelado

Centro-Oeste
(nenhuma)

Sudeste
Belo Horizonte/MG - Universidade Federal de Minas Gerais - Letras (Alemão) - Bacharelado / Letras (Português/Alemão) - Licenciatura
Niterói/RJ - Universidade Federal Fluminense - Letras (Alemão) - Bacharelado/Licenciatura
Rio de Janeiro/RJ - Universidade Estadual do RJ - Letras (Português/Alemão) - Licenciatura/Bacharelado
Rio de Janeiro/RJ - Universidade Federal do RJ - Letras (Português/Alemão) - Licenciatura/Bacharelado
São Paulo/SP - Universidade de São Paulo - Letras (Português/Alemão) - Bacharelado
Assis e Araraquara/SP - Universidade Estadual de São Paulo - Letras (Português/Alemão) - Licenciatura e Bacharelado

Sul
Porto Alegre/RS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Letras (Port./Alemão) - Licenciatura
Florianópolis/SC - Universidade Federal de Santa Catarina - Letras (Port./Alemão) - Bacharelado/Licenciatura
Pelotas/RS - Universidade Federal de Pelotas - Letras (Port/Alemão) - Licenciatura
Ivoti/RS - Instituto de Formação de Professores em Língua Alemã - Letras (Port./Alemão) - Licenciatura
Curitiba/PR - Universidade Federal do Paraná - Letras (Português/Alemão) Licenciatura e Bacharelado / Letras (Alemão) Bacharelado
M. Cândido Rondon/PR - Unioeste - Letras (Português/Alemão) - Licenciatura

Onde é possível fazer Bacharelado/Mestrado em Alemão como Língua Estrangeira na Alemanha?
Em muitas universidades é possível fazer algum curso voltado para o ensino de alemão como língua estrangeira. A lista completa você vê aqui.

11 de abril de 2016

Orações Relativas IV - Genitivo

Este é o quinto tópico sobre Orações Relativas. Seria melhor ler os tópicos na ordem. Então se você não tiver lido as primeiras partes, por favor, clique nos links abaixo e leia tudo na ordem:
Introdução aos Pronomes Relativos - Clique aqui
Parte I - Pronomes Relativos no Nominativo Clique aqui
Parte II - Pronomes Relativos no Acusativo - Clique aqui.
Parte III - Pronomes Relativos no Dativo - Clique aqui.

Hoje vamos falar sobre Orações Relativas com os Pronomes Relativos no Genitivo. Aqui estão os pronomes relativos:

Partindo do princípio de que você já tenha lido as partes I, II e III sobre os pronomes relativos no nominativo, acusativo e dativo, vai ser mais fácil explicar a lógica da coisa.

Os pronomes relativos do genitivo são diferentes dos respectivos artigos definidos (des e der), mas são fáceis de lembrar justamente por conta dos artigos (dessen para masculino e neutro e deren/derer para feminino e plural).

A regra é a mesma: O gênero (masculino, feminino ou neutro) e o número (singular ou plural) quem dá é o substantivo que vem ANTES da vírgula. Os pronomes relativos no genitivo são usados sobretudo quando o genitivo tiver uma ideia de posse (ou seja, na oração original vai se referir a um possessivo - normalmente sein(e) ou ihr(e)). Em português, os pronomes do genitivo são traduzidos normalmente como cujo(s), cuja(s).

O que causa mais confusão para os aprendizes é o fato de os pronomes relativos do genitivo junto com o substantivo que os acompanha aparecerem com outras funções sintáticas e em outros casos na oração (nominativo, acusativo, dativo) relativa. Isso se deve ao fato de que o genitivo vem apenas marcar a relação de posse (de quem? do quê?), não a função sintática do substantivo. Vou dar exemplos.

Se alguém te perguntar "Com que tipo de homem/mulher você quer casar?" (Was für einen Mann/eine Frau willst du heiraten?) você poderia responder:

Eu gostaria de me casar com um homem/uma mulher...
Ich würde gerne einen Mann/eine Frau heiraten, ...
- que seja bonito(a). (... ist schön / ...sieht schön aus)
- que me ame. (... liebt mich)
- que eu ame. (... ich liebe ihn/sie)
- que eu entenda a língua dele/dela. (... ich verstehe seine/ihre Sprache).


- que seja bonito(a). (... ist schön / ...sieht schön aus)
No primeiro caso temos o caso nominativo, pois a pessoa seria o sujeito da oração "ser bonito(a)".
... der/die schön ist. / der/die schön aussieht.

- que me ame. (... liebt mich)
Neste caso novamente temos o nominativo, pois é a pessoa em questão que "me ama".
... der/die mich liebt.

- que eu ame. (... ich liebe ihn/sie)
Já neste caso temos o caso acusativo, pois quem ama sou eu e a pessoa se torna objeto do verbo "lieben".
... den/die ich liebe. 

- que eu entenda a língua dele/dela. (... ich verstehe seine/ihre Sprache).
Voilà. Aqui finalmente temos uma relação de posse. Estamos falando sobre a língua desta pessoa. Não sobre a pessoa em si. Na linguagem oral no Brasil, esta é a forma como a maioria falaria. Na linguagem culta devem-se usar os pronomes cujo(s) ou cuja(s) para indicar essa relação de posse. Na linguagem culta a frase seria "... cuja língua eu entendo".

Em português o pronome "cuja" concorda em gênero com o substantivo "língua". Mas lembre-se de que em alemão é diferente. O gênero e o número a gente busca sempre ANTES DA vírgula. Então as frases seriam assim:

Eu gostaria de me casar com um homem cuja língua eu entendo.
Ich würde gerne einen Mann heiratendessen Sprache ich verstehe. 

Eu gostaria de me casar com uma mulher cuja língua eu entendo.
Ich würde gerne eine Frau heiraten, deren Sprache ich verstehe. 

Repetindo: Mesmo que em português a frase "cuja língua" fique igual nos dois casos, em alemão o pronome relativo sempre concorda em gênero e número com o substantivo que vem ANTES DA vírgula, não depois. O genitivo está ali, pois na frase original há um sentido de posse "a língua dele (seine Sprache)" ou "a língua dela (ihre Sprache)".


Agora vem a parte que muitos confundem:

Na oração "Ich verstehe seine Sprache", o termo "seine Sprache" está no acusativo. Certo? Eu (sujeito) entendo o quê? A língua dele. Acusativo. Certo? Então o caso de "dessen Sprache" continua sendo o mesmo: ACUSATIVO!

Mas meu Deus! Então se é acusativo, o que diabos um pronome do genitivo está fazendo lá?
Resposta: o genitivo vem APENAS marcar a ideia de posse, pois você não estava falando do homem e sim de algo dele, no caso, a língua dele. Os pronomes relativos do genitivo podem vir então acompanhados inclusive de preposições que pedem normalmente acusativo ou dativo, pois eles estão marcando apenas a ideia de posse.

Vou dar mais um exemplo.
Ich würde gerne einen Mann heiraten. Ich verstehe mich gut mit seiner Mutter. 
Eu me casaria com um homem. Eu me dou bem com a mãe dele.

Prestem atenção ao termo "mit seiner Mutter". Está no dativo por conta da preposição mit. O pronome seiner dá a ideia de posse. Estamos falando não do homem, mas da mãe dele. Na hora de substituir esse possessivo, na oração relativa vai aparecer um pronome relativo no genitivo.
Vamos tentar:

Ich würde gerne einen Mann heiraten. mit dessen Mutter ich mich gut verstehe. 

Repetindo:
Por que depois da preposição mit não se usou o dativo? 
Porque não estou me referindo ao homem com quem me casaria e sim à mãe dele. Para indicar a posse usa-se o genitivo. É só substituir o possesivo seiner da oração original pelo pronome relativo no genitivo. Em português também é possível dizer "com cuja mãe eu me dou bem".

Se Mutter é feminino, por que se usou o pronome do masculino dessen?
Porque em alemão o gênero (masculino, feminino, neutro) e o número (singular, plural) do pronome relativo concordam com o substantivo antes da vírgula. Mann é um substantivo masculino singular, por isso o pronome relativo deve estar no masculino singular, mesmo que a palavra Mutter seja um substantivo feminino.

Então quer dizer que "mit dessen Mutter" está no genitivo? E a regra de que mit só se usa com dativo? 
Não. Mit dessen Mutter está no dativo. O dessen está ali marcando apenas a ideia de posse. É como se estivesse ali um possessivo: mit seiner Mutter.

Ficou claro? :-)

Qual a diferença entre deren e derer no feminino/plural?
O pronome derer é usado raramente. Ele nunca acompanha substantivos e se relaciona com algo que ainda vai ser citado na oração (diferente do deren que se refere a algo/alguém que já foi citado).

Ex.: Dabei sind die Reaktionen derer, die sich nicht schriftlich ausgedrückt haben, heute nicht mehr nachzuvollziehen. Com isto as reações daqueles que não se expressaram por escrito não podem ser entendidas.

E agora a última pergunta: no Brasil quase ninguém fala cujo(s)/cuja(s) no dia-a-dia. Na Alemanha o genitivo é pouco usado na linguagem falada. Alguém usa esses pronomes do genitivo no dia-a-dia?

Jein (sim e não). Esses pronomes quase nunca são usados na linguagem oral na Alemanha, pois soam muito formais e muito certinhos. Mas sempre tem alguém que gosta de se expressar de forma clara e usa o dessen/deren. A maioria dos alemães usa outras formas na linguagem coloquial. Um exemplo é usar os pronomes no dativo + substantivo em outro caso (que depende da função na oração) geralmente com possessivos.

Linguagem formal: Polizisten haben im Düsseldorfer Hauptbahnhof einen schlafenden Obdachlosen gerettet, dessen Kleidung in Brand geraten war.
Linguagem informal: (...) gerettet, dem seine Kleidung (...).
Português: Policiais salvaram um sem-teto que dormia na estação central de Düsseldorf, cuja roupa havia pegado fogo.

Mas é óbvio que você pode usar os pronomes no genitivo sempre. Não é errado. As pessoas vão até elogiar o seu alemão.

Se vocês ainda têm dúvidas sobre orações relativas, enviem suas dúvidas para mim (deutsch@aprenderalemao.com)

1 de abril de 2016

Palavras que confundem: como se diz 'mentir' em alemão?

Hoje é o Dia da Mentira e nada mais justo do que ensinar aos leitores sobre mentiras :-)

Para o verbo 'mentir' existem pelo menos três verbos bastante usados: lügen, anlügen e belügen. Gostaria de explicar a diferença entre eles.

lügen - Este é o verbo principal. Normalmente usado como verbo intransitivo (ou seja, sem objetos). Em outras palavras, você só usa esse verbo se você não disser nem pra quem nem o que a pessoa disse. Partizip II: gelogen.

Du lügst! Você está mentindo. / Você mente.
Ich lüge nicht. Eu não minto.

anlügen/belügen - Estes dois verbos são sinônimos. Diferentemente de lügen, o foco destes verbos é indicar para quem se contou uma mentira. Esta pessoa para quem se mentiu fica sempre no caso acusativo. Partizip II: angelogen/belogen.

Er hat mich angelogen/belogen. Ele mentiu pra mim.
Lehrer soll man nicht anlügen/belügen. Não se deve mentir para professores.

Então a diferença básica é essa: um verbo é usado sem objeto, enquanto os outros dois são usados para indicar para quem se mentiu.

Agora vamos aumentar a família para quem quiser aumentar vocabulário (mas já digo que não é a família completa, são apenas alguns exemplos):
erlügen - inventar uma história e contar como se fosse verdade.

Ex.: Er hat eine Geschichte erlogen. Ele inventou uma história (falsa).

umlügen - interpretar um fato de maneira falsa com o intuito de enganar

Ex.: Alexander von Sobeck lügt eine Demo der Syriza gegen die Austeritätspolitik zu einer Pro-Euro-Demo um. Alexander von Sobeck mente ao dizer que um protesto do Syriza contra a política de austeridade é uma manifestação pró-Euro. (fonte)

vorlügen - contar uma mentira a alguém com o intuito de fazê-la acreditar em algo. A pessoa a quem se conta a mentira fica no dativo e a mentira fica no acusativo ou em forma de oração.

Soll man Kindern vorlügen, dass es einen Osterhasen gibt oder nicht? Devo contar para crianças que o coelhinho da Páscoa existe ou não? (fonte)

(sich) durchlügen - conseguir atingir um objetivo através da mentira

Sie war bereits zweimal im Krankenhaus auf Grund ihrer Magersucht, hat sich jedoch immer wieder durchgelogen, um am Ende wieder genau so zu hungern, wie sie es vorher getan hat.
Ela já tinha estado duas vezes no hospital por causa da sua anorexia, conseguiu porém sempre enganar (a todos), para no fim passar fome exatamente como já tinha feito antes. (fonte)

Para terminar, vamos aos substantivos:

A mentira é (die) Lüge, -n. O mentiroso é o (der) Lügner, -, a mentirosa é a (die) Lügnerin, -nen.

E para terminar um ditado: Lügen haben kurze Beine. Alguém sabe que ditado é esse? :-)

1° de abril - As cinco maiores mentiras sobre a língua alemã

Hoje é Dia da Mentira, mas o tópico a seguir serve para desmentir mentiras.
Aviso: o texto abaixo não é mentira de primeiro de abril. É sério! :-)

1) Alemão é a língua mais difícil do mundo
Muitos dos falantes do português reclamam que alemão é muito difícil antes ou depois que começam a estudar. Ficam dizendo frases do tipo "Uma vida não é suficiente para aprender alemão" e ficam usando a "aparente dificuldade" da língua para justificar os seus erros ou justificar a sua incapacidade de falar alemão. Claro, a culpa é apenas do idioma, né?
Pura balela! Alemão não é a língua mais difícil do mundo (nem o português o é).
O termo "língua difícil" é totalmente relativo.
Não tenha medo do alemão!
- Difícil pra quem? Um holandês talvez não ache alemão tão difícil assim, afinal ele consegue sem curso nenhum entender muita coisa do alemão falado e escrito. Há coisas da língua alemã que são muito mais fáceis que em inglês, por exemplo: a pronúncia é muito mais regular, não há gerúndio (simplificando bastante os tempos verbais) etc. Eu sei que existem algumas coisas que podem ser consideradas complicadas, mas se considerarmos cada uma delas separadamente, você verá que nenhum dos fenômenos é exclusividade do alemão.
- A mais difícil do mundo? Tenho a impressão de quem afirma isso acredita que o mundo deve ter umas 20 línguas, no máximo. No Brasil, a maioria tem contato com inglês e/ou espanhol como primeiras línguas estrangeiras. Quando alguém se aventura em outros idiomas, os mais comuns acabam sendo francês, italiano ou alemão. Sendo assim fica fácil entender por que os brasileiros pensam que é a mais difícil: línguas românicas (francês, italiano, espanhol) são mais fáceis, pois são mais próximas do português. Inglês tem uma gramática simplificada e somos bombardeados com o idioma diariamente. É claro que alemão passa então a ser a "mais difícil" de todas. Mas o mundo não se constitui apenas desses idiomas. Fale com estudantes de russo, de finlandês, de húngaro, de japonês, de coreano, de árabe etc. antes de sair afirmando que alemão é a mais difícil. Alemão é uma língua indo-europeia e também tem muito mais semelhanças com o português do que a maioria das línguas que citei anteriormente.
Mesmo as "temíveis" declinações são mais difíceis em latim que em alemão. Já falei sobre isso aqui. Então: FALSO! Alemão não é a língua mais difícil do mundo. (Português também não!). Talvez seja apenas a língua mais desafiadora que você já estudou até agora. Apenas isso. Difícil é um conceito completamente relativo. O que é fácil pra uns pode ser difícil pra outros.

2) Alemão só tem palavras gigantescas
Tá! Alemão tem umas palavras grandes, sim. Mas eu desafio você a contar quantas palavras realmente grandes há num texto alemão. Abra qualquer site jornalístico e saia contando quantas palavras-monstro foram usadas. Verá que não serão tantas quanto apregoam por aí. E o que seria uma palavra grande? Eu mesmo já usei diversas palavras com mais de 10 letras no meu texto (semelhanças, anteriormente, desafiadora, estrangeiras, exclusividade etc.). A partir de quantas letras uma palavra pode ser considerada grande? E esta aqui do português: Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose?
Alemão tem muitas palavras curtas também.

Se você ainda acha que são só essas, dá uma olhadinha neste álbum aqui.
E se você quiser entender como são formadas as palavras grandes do alemão, clique aqui.

FALSO! Alemão tem muitas palavras curtas. Em textos jornalísticos palavras com mais de 15 letras não são tão comuns quanto costumam dizer.

3) As pessoas parecem brigar quando falam alemão
Alemães parecem brigar quando falam. Acho que quem diz isso acha que todos falam como Hitler. É uma das únicas explicações plausíveis para essa afirmação.
Os sons fortes feitos na garganta também dão aquele tom meio ríspido à língua alemã, eu sei.

Mas pra derrubar esse mito, eu acho que as pessoas precisam ouvir mais meninas falando alemão e menos Hitler. Veja um pouco do vídeo abaixo e me diga se parece que estão brigando.



Sobre uns vídeos que rolaram pela net sobre o modo ríspido de se falar alemão, já comentei aqui.

4) Alemão não é uma língua musical 
Tá. Línguas que têm palavras com mais vogais têm muito mais vantagem na hora de cantar.
Concordo... alemão não é uma língua musical. Mwahahahahaha...

Deixo com vocês o Ode à Alegria (Ode an die Freude) ...


... A Rainha da Noite (Die Königin der Nacht) de Mozart, da ópera A Flauta Mágica (Die Zauberflöte)...


... Stille Nacht (Noite Feliz) com texto original em alemão...


... um pouquinho de Ave Maria em alemão...


... uma música moderna em alemão...


...e pra fechar com chave de ouro, vai um clássico de Chico César em alemão:


Sim, alemão não é uma língua musical. Mwahahaha! :-)
Para mais músicas em alemão, clique aqui.

5) Alemão não serve pra nada
Ay, gente! Isso me cansa tanto. Aquele pessoal que vem dizer: "pra que você está estudando alemão? Hoje em dia o mundo fala inglês. Alemão não serve pra nada."
Inglês é uma língua importantíssima. Eu aprendi inglês antes de alemão e sugiro que todo mundo faça o mesmo, porque num mundo globalizado inglês é imprescindível. Mas é como eu sempre digo: inglês é obrigação, alemão é diferencial.
Mesmo que você não more na Alemanha e alemão não seja uma língua necessária no seu emprego, alemão pode servir para muitas coisas:
- enriquecer o seu conhecimento de mundo: há muita coisa publicada em alemão sem tradução para o português, entre filmes e livros. Ler e ouvir coisas na língua original te ajuda a entender melhor o mundo através de outros pontos de vista. Ex.: A Alemanha é um país com uma história moderna bastante importante no cenário mundial. Há muito materiais escritos em alemão sobre a história da Alemanha disponíveis só em alemão.
- ver que o mundo não são só os EUA: apesar de inglês ser falado em diversos países pelo mundo, o Brasil consome quase tudo que vem dos EUA e tem uma perfeita adoração pelo American Way of Life. Aprender alemão pode servir para abrir os olhos para outros lugares e outras realidades.
- facilitar o aprendizado de outros idiomas: se você gosta de aprender idiomas, a cada idioma que aprendemos os próximos ficam um pouco mais fáceis. Você terá um repertório maior de palavras e estruturas gramaticais para comparar.
- viajar: numa viagem a turismo a um país onde se fala alemão, você poderá visitar museus onde as explicações das exposições ainda não foram traduzidas, não ficará perdido na plataforma da estação de trem quando derem algum aviso apenas em alemão, vai vivenciar o país de uma forma mais completa.
- portas abertas para futuras oportunidades: você nunca sabe quando a oportunidade surgirá de vir pra Alemanha através de bolsas de estudos ou empresas multinacionais alemãs com vagas disponíveis apenas para quem tem conhecimentos de alemão.

Além disso as pessoas que dizem isso normalmente são aquelas que só aprendem idiomas por obrigação. Eu respeito todo mundo que não aprende alemão porque não vê nenhuma utilidade prática na sua vida diária. Mas por favor entendam que nem todo mundo quer morar na Alemanha. Há pessoas que estudam línguas por puro prazer e outras estudam para ler livros no original, por exemplo. Nem todo mundo estuda idiomas por sobrevivência.
E eu nem preciso aqui dizer pra que serve alemão se você morar num país de língua alemã, né?

Quando alguém vier contar alguma dessas mentiras pra você, responda:
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