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12 de julho de 2014

Querid@s amigxs: as marcas de gênero em alemão

Atenção: O texto é um pouco extenso e não será somente sobre a língua alemã. 
Nasci no Brasil, país cuja língua oficial é o português, língua na qual só existem dois gêneros gramaticais: masculino e feminino e poucos resquícios do gênero neutro (nos demonstrativos "isso, isto, aquilo"). O gênero gramatical é muitas vezes confundido com os sexos "masculino e feminino", principalmente porque a maioria dos seres do sexo masculino são representados por substantivos do gênero masculino (e vice-versa).

Como linguista sempre me foi muito clara a ideia de que os gêneros gramaticais ocorrem independente dos sexos, ou seja, sempre esteve muito clara na minha mente que não é necessário um pênis para que um substantivo seja classificado como masculino, nem uma vagina para ser classificado como feminino.

Tomemos alguns exemplos do português:
a criança - Apesar de ser um substantivo do gênero feminino, pode se referir tanto a meninos quanto a meninas. Phillip ainda é uma criança.
a vítima - Apesar de ser um substantivo do gênero feminino, um homem também pode ser uma vítima.

A própria palavra "pessoa" é do gênero feminino, mas designa qualquer ser humano.

Além disso, o mundo não se resume apenas à língua portuguesa. Há muitas línguas europeias com três gêneros gramaticais (masculino, feminino e neutro) - alemão, russo e até latim. Há línguas europeias com os chamados dois gêneros: um gênero comum (o masculino e o feminino se fundiram em um só) e um neutro, por exemplo, o sueco e o holandês. E há línguas europeias sem gênero nenhum (em finlandês, por exemplo, o pronome pessoal hän pode significar ele ou ela). Se nós olharmos outras línguas fora da Europa, veremos línguas com mais de três gêneros. Em Kisuahili, por exemplo, os substantivos são divididos em categorias (por exemplo, plantas e animais, flores, rios etc.). Para mim, o gênero sempre foi apenas uma categoria gramatical e não tem a ver com órgão sexual de ninguém. Em vez de chamarem de "masculino" e "feminino", poderiam ter chamado de "categoria A", "categoria B" ou substantivos do tipo 1 e substantivos do tipo 2, que daria no mesmo.

Na língua portuguesa os substantivos masculinos geralmente são marcados com a desinência de gênero -o enquanto os femininos são marcados com a desinência de gênero -a.

amigo, amiga, médico, médica

Substantivos terminador em -e geralmente podem ser usados pelos dois gêneros:
o/a chefe, o/a estudante, o/a paciente

Por essa razão houve tanto bafafá com a palavra "presidenta". Muitas pessoas acharam desnecessária essa marcação extra do gênero feminino, já que palavras em -e podem ser usadas pelos dois gêneros em português (a presidente) - afinal, não existe "a estudanta" nem "a gerenta", por que existe então a "presidenta"? Não vou me alongar demais no tema. O fato é que a palavra "presidenta" já tinha sido dicionarizada antes mesmo da Dilma ganhar as eleições. Sim, de fato é uma marca gramaticalmente desnecessária. Mas só GRAMATICALMENTE. Socialmente falando, quem usar "presidenta" quer destacar o sexo (não o gênero gramatical) da pessoa em questão. Quando os sexos se misturam com a gramática, dá muita confusão mesmo.

(Calma, gente, já já chego ao alemão).

No francês, por exemplo, até pouco tempo, algumas profissões só existiam na forma masculina, mesmo quando exercida por mulheres. Por exemplo: professeur em francês é usado para designar tanto os professores do sexo masculino quanto as professoras. Hoje em dia, há muitas pessoas que são a favor do uso de "professeure" para se referir a uma professora.

De onde surgem essas ideias? 
Como sabemos, a língua serve para transmitir ideias tanto boas como ruins, serve também para transmitir e reforçar preconceitos. A palavra "rapariga" em Portugal é usada no sentido de "moça, garota". No Brasil, ela ganhou uma conotação pejorativa e não é mais usada em seu sentido original. Então não adianta o fato de todos os livros de português das escolas brasileiras trazerem "rapariga" como feminino de "rapaz". Para um brasileiro, o feminino de "rapaz" é "moça" (assim como o feminino de "moço"). São coisas que saem do âmbito gramatical e vêm para o âmbito sociológico.

Geralmente os preconceitos das palavras atingem grupos que já são vítimas de preconceitos normalmente: negros, mulheres, homossexuais, judeus, ciganos etc. As marcas do sexo feminino podem ser usadas de forma pejorativa quando dirigidas a homens. Chamar um homem de "bicha" em vez de "bicho" é ofensivo, pois numa sociedade machista, a última coisa com a qual os homens querem ser identificados é com o sexo feminino. Nesse caso, a desinência de gênero gramatical acaba também marcando o sexo do indivíduo.

Alemão é uma das línguas que têm um sufixo marcador do sexo feminino: -IN. Vocês leram bem... eu não falei sobre o gênero gramatical feminino, eu falei sobre o sexo feminino, já que o sufixo -IN é usado em palavras relacionadas a seres humanos e animais.

Quando digo que o feminino de König (rei) é Königin (rainha), o sufixo -IN não marca apenas o gênero feminino, mas também o sexo.

Seguindo este mesmo modelo temos inúmeros substantivos:
o/a estudante - (der) Student - (die) Studentin 
o/a vegetariano(a) - (der) Vegetarier - (die) Vegetarierin
o/a católico(a) - (der) Katholik - (die) Katholikin
o/a brasileiro(a) - (der) Brasilianer - (die) Brasilianerin

Mais uma pausa entre Sociologia e Gramática: A Alemanha é um país com uma história de movimentos emancipatórios femininos bastante forte. (E aqui não estou falando apenas sobre o Feminismo, mas sobre diversos movimentos que levaram a uma maior consciência da mulher alemã em relação à sua capacidade, especialmente durante e depois da Segunda Guerra). É só se lembrar das mulheres que tiveram que reconstruir a Alemanha ao fim da Segunda Guerra já que a maior parte dos homens havia morrido em combate. (Para ler mais sobre isso clique aqui). Além disso, as mulheres que cresceram na Alemanha Oriental não eram educadas para ficar em casa, mas sim para trabalharem assim como os homens. Ainda há muito a ser feito hoje em dia, mas sabendo disso é mais fácil compreender a força das gerações de mulheres alemãs do pós-Guerra.

Com os movimentos emancipatórios femininos, tornou-se mais forte o desejo das mulheres de não serem esquecidas linguisticamente.
Um político que quiser fazer sua campanha hoje em dia, jamais poderá se digirir aos seus eleitores e se esquecer de mencionar as eleitorAs. No Brasil, muitos políticos ainda se dirigem aos seus eleitores apenas com um "Caros eleitores" (veja um exemplo aqui). Em alemão, (praticamente) todos os partidos e políticos mencionam os dois sexos (veja o exemplo do Partido Verde aqui ou do partido CDU aqui)

Wählerinnen (eleitoras), Wähler (eleitores) - o sufixo -in marcando o feminino
Não se engane, não estamos falando aqui só de gênero gramatical, mas também dos sexos. Marcar um substantivo com o sufixo -in reforça que a mensagem também está sendo dirigida às mulheres.

Com o tempo surgiram muitas formas de marcar o feminino em cartas e comunicados:

1) Com os parênteses:
Liebe Kolleg(inn)en 
Neue(r) Mitbewohner(in) gesucht

2) Com a letra "i" maiúscula no meio da palavra
Liebe KollegInnen
Neue(r) MitbewohnerIn gesucht


3) Com a repetição. Nesse caso, o feminino aparece SEMPRE antes do masculino
Liebe Kolleginnen, liebe Kollegen
Neue Mitbewohnerin / Neuer Mitbewohner gesucht


Das três formas citadas anteriormente, a que eu vejo ser menos usada é a primeira. As outras duas se tornaram comuns. A forma número 3 parece ser a preferida em textos formais. Eu ainda prefiro a forma número 1, pois acho letras maiúsculas no meio de palavras horrível. Mas isso é só a minha opinião.

Obs.: Informalmente na internet passou-se a usar o arroba para representar as terminações -o e -a. Eu, particularmente, acho fantástico. Em vez de se escrever "amigo(a)", passou-se a escrever "amig@". Depois de um tempo muita gente passou a escrever um x no lugar do arroba (amigx). Eu particularmente acho essa última forma com x horrível, a palavra fica muito estranha. Nem adianta argumentar usando argumentos sociológicos. Continuarei achando um x no lugar de uma vogal totalmente esquisito. Em situações oficiais costuma-se utilizar os parênteses: aluno(a).

Mas pra que isso? Não dá pra usar só a forma masculina? 
Reconheço que muitas vezes é chato fica dizendo feminino e masculino o tempo todo. Muitas alemães que conheço também acham chato. Se for só no começo de uma carta, tudo bem. Mas num texto mais longo (como num trabalho acadêmico ou num panfleto informativo), onde termos relacionados a pessoas têm que ser repetidos muitas vezes (por exemplo: num panfleto médico seria necessário repetir "Patient" e "Patientin" o tempo todo) muitas vezes os autores (e autoras) escrevem uma observação no começo do trabalho como nota de rodapé:

"Alle personenbezogenen Begriffe werden aus Platzgründen in der männlichen Form angeführt . Sie gelten sowohl für Frauen als auch für Männer". (Todos os conceitos relacionados a pessoas serão usados na forma masculinas para economizar espaço. Eles valem tanto para homens quanto para mulheres)

Ou seja, se decidir usar só a forma masculina no seu trabalho da faculdade, é bom avisar aos leitores (e leitoras) do seu trabalho. :-)

Caso envie um e-mail para seus colegas de trabalho, é melhor usar as duas formas para evitar maiores aborrecimentos.

Toda mulher alemã se ressente caso não se use a forma feminina?
Não. E repito: isso nem sempre tem a ver com feminismo.

Eu acho fundamental que as mulheres ganhem mais espaço numa sociedade dominada por homens. Esse maior espaço pode ser reconhecido na língua, fazendo com que o sexo feminino seja reforçado na maneira como as pessoas se expressam. Apesar de a forma masculina ter sido usada historicamente como uma forma que abrange os dois sexos (e ainda ser usada assim), usar a forma feminina é uma maneira de reconhecer a presença da mulher especialmente em espaços onde ela era esquecida ou excluída (no como profissional, como eleitora, como cidadã etc.) Como disse antes: acho que é o mesmo caso do "presidenta". Ninguém é obrigado a dizer "a presidenta". A forma "a presidente" está correta gramaticalmente. Mas dizer "a presidenta" é uma forma de reconhecer e reforçar que é uma mulher que está no poder. Eu continuo usando "a presidente", por puro gosto pessoal, pois acho a forma "presidenta" horrível. Mas não vejo motivo para transformar isso numa guerra.

A geração atual de mulheres alemãs parece ser muito mais "locker" (relaxada) quanto a esses detalhes linguísticos. Eu tenho muitas colegas de trabalho (no meio onde eu trabalho [educação] o número de mulheres é bem superior ao de homens) alemãs e posso relatar algumas coisas:

1) A maioria das minhas colegas de faculdade também acham chato esse exagero na repetição de formas masculinas e femininas sem necessidade. A maioria delas prefere fazer a observação na nota de rodapé para a leitura do trabalho não ficar entediante. Ninguém tem paciência de ler um texto em que tudo tenha que ser dito o tempo todo no feminino e masculino. Ou seja, elas não têm problema em aceitar o masculino genérico. Só que elas não aceitam isso como forma de submissão feminina ao poderio masculino (ou qualquer argumento parecido). A maioria delas acha apenas que o texto fica chato com as repetições.

2) Já tinha percebido há algum tempo que minhas amigas alemãs não usavam formas femininas quando eu esperava que usassem.

Por exemplo: Para dizer "Eu sou vegetariana", eu esperava que as alemãs dissessem "Ich bin Vegetarierin". Mas todas as vegetarianas que conheci até hoje dizem apenas "Ich bin Vegetarier". As veganas dizem "Ich bin Veganer" em vez de "Veganerin". Isso me intrigou muito. Comecei a perceber isso em vários casos. Ouvi mulheres dizendo "Ich bin Katholik" em vez de "Katholikin". (Antes que alguém diga que as formas do feminino não existem, é só conferir no Duden: clique aqui)
Conversei com minhas colegas de trabalho sobre isso. A resposta que ouvi foi que elas acham que há diferenças entre as gerações. Minha colega de trabalho (que já tem mais de 40 anos) disse que sempre usa as formas no feminino, já a filha dela adolescente não as usa. Os motivos são vários:
- as formas do feminino são mais longas do que as do masculino
- no plural as formas ficam mais longas ainda "Vegetarierinnen", enquanto o plural do masculino é bem mais curto.
- por isso, as jovens de hoje não ligam para esses detalhes e preferem a economia linguística.

Não consegui ainda descobrir se isso é aceito gramaticalmente, mas posso dizer que é comum por aqui. Não sei se isso vai mudar com o tempo, mas como ainda há muita desigualdade entre os sexos, é provável que as marcas do feminino não caiam em completo desuso. (Na Uni Leipzig, o feminino genérico passou até a ser obrigatório. Leia mais aqui)

Existe uma solução que agrade a gregos e troianos?
Existe, mas só quando dá.
Muitas empresas, universidades e outras instituições têm tentado usar adjetivos substantivados no plural sempre que possível. A vantagem de usar um adjetivo é que a declinação no plural de todos os gêneros é igual. Às vezes isso só é possível usando um "Partizip I".

Vou dar um exemplo:
A palavra "Student" (estudante universitário) tem uma forma feminina "Studentin" (estudante universitária). Num comunicado aos estudantes, a universidade teria que escrever "Sehr geehrte Studentinnen und Studenten".

Para evitar isso, basta pegar Partizip I do verbo studieren (studierend) e transformar isso num adjetivo substantivado (colocando as terminações dos adjetivos). Vou usar o caso nominativo.
 "Studierende" em vez de "Studenten"
No singular as declinações dos adjetivos têm terminações diferentes:
Masculino: ein Studierender, der Studierende
Feminino: eine Studierende, die Studierende

Mas no plural as terminações de todos os gêneros são iguais, já que só há um artigo no plural para todos os gêneros:
Plural: zwei Studierende, die Studierenden

BINGO! Com isso, é possível usar UMA palavra que não tenha marca de gênero nem de sexo.

Muitas universidades deixaram de chamar as carteirinhas de estudante de Studentenausweis e passaram a chamá-la de Studierendenausweis (como no exemplo aqui). É uma mudança pequena, mas mostra o quanto as instituições públicas (e privadas) tentam se manter o mais neutro possível na forma de tratar as pessoas.

Mas calma, você pode continuar usando as palavras Student e Studentin. Studierende(r) é usado só na linguagem burocrática, não em diálogos comuns. Se você disser que é Student e está procurando o seu Studentenausweis, ninguém vai te condenar.

Nem sempre dá pra usar o Partizip I ou outras formas de adjetivos substantivados, mas hoje em dia procuram-se formas que possam ser usadas para os dois sexos sem problema.

Aqui estão alguns outros exemplos -  lembrem-se de que os exemplos são da linguagem formal e burocrática, você não precisa fazer isso nas suas conversas informais:
- Em vez de dizer Lehrer e Lehrerin, muitas vezes se usa o Partizip I Lehrende ou a palavra Lehrkraft.
- Em vez de dizer Doktorand e Doktorandin, usa-se Promovierende (em português: doutorando)

Algumas profissões já usam adjetivos substantivados normalmente.
Bankangestellte (bancários), Abgeordnete (deputado), Beauftragte (encarregado de...) etc.

Além disso o uso do masculino genérico ainda pode ser encontrado. Por exemplo, ainda é comum ver Liebe Kunden (caros clientes) em vez de Liebe Kundinnen und Kunden. Você pode ver exemplos aqui e aqui. Para comparar veja outro exemplo aqui.

Resumo e conclusão:
1) Gênero gramatical não é igual a sexo nem a igual a identidade de gênero. Gêneros gramaticais são categorias nas quais substantivos são divididos de acordo com características morfológicas.
2) Os sexos podem ser marcados nas palavras com o uso de determinados sufixos. Em alemão o sufixo -in é usado para marcar o sexo feminino, não só o gênero gramatical. (Ex.: der Lehrer, die Lehrerin). Ou seja, palavras do gênero masculino ou neutro que se referem a coisas sem identidade sexual não formam substantivos femininos equivalentes com -in.
3) Mesmo que a maior parte da sociedade ainda reconheça apenas dois sexos (masculino e feminino), alemão tem três gêneros gramaticais. Objetos inanimados podem pertencer a qualquer um dos três gêneros. Algumas palavras que se referem a pessoas do sexo feminino são do gênero neutro (já falei sobre isso aqui). Confundir sexo com gênero pode dar muita confusão.
4) Há uma discussão sobre a neutralidade do uso do masculino genérico. Como a palavra Student (estudante) é usada para representar um estudante do sexo masculino, muitas pessoas acreditam que o uso do plural desta palavra (Studenten) não representa os dois sexos. Por isso, encontraram-se algumas formas de se dirigirem a estudantes de ambos os sexos em textos formais, ou marcando o sexo feminino de forma clara (ex.: StudentInnen) ou usando uma palavra que sirva para ambos os sexos (Studierende).
5) Há uma diferença em como as gerações atuais reagem à obrigatoriedade da marcação do sexo feminino. Para muitos termos para os quais há uma forma feminina, as novas gerações parecem não se importar em usar um masculino genérico. (Ex.: Anna und Claudia sind Vegetarier). As gerações nascidas há mais tempo ainda usam os equivalentes femininos (Anna und Claudia sind Vegetarierinnen).
6) A discussão sobre isso pode parecer chata para muitos homens (e mulheres talvez), mas acho importante que o aprendiz brasileiro e português (e AS aprendizAs também hehehe) ganhem uma sensibilidade quanto a essas diferenças culturais. O que parece chatice e bobagem para uns, pode ser levado bem a sério na Alemanha.

É isso. Ficaria feliz em ler os comentários abaixo. Se eu tiver cometido algum equívoco no texto, fiquem à vontade para comentar. 

6 comentários:

  1. Olá Fabio obrigado por compartilhar sua experiência e conhecimento em cultura alemã. Espero que dê continuidade a este ótimo trabalho.
    PS: Gostei bastante do bom senso e humor apresentado nos posts que eu li, você certamente deve ser uma pessoa muito boa. Vida longa.

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  2. Mais uma vez, muito bem explicado cara. No meu livro de alemão (da Klett) aparecem as duas formas pro plural de estudante, mas não entendia a diferença. Agora sei =) Obrigado pelo seu trabalho, abraço

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  3. Parabéns pelos seus conhecimentos e continue aprendendo/ensinando.
    Curioso que quando comecei a estudar holandes me perguntava sobre o correspondente ao do alemao: der/de, die/?, das/het.
    Seu texto ainda me estimulou a rever a significado de: ao invés de X em vez de.
    Quanto a identidade de genero já fui pensando em transtorno psicologico. Era isso? Ou tem uma classificacao de identidade de genero na língua portuguesa.
    Abraco.

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  4. Uma dúvida me surgiu enquanto lia. Já que essa marcação de identidade de gênero é tao latente, quando quero me referir à humanidade, tipo: a influência do HOMEM na natureza (me referindo a humanidade e não o "homem pessoa"). Como que fica?

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    Respostas
    1. Em alemão existe a palavra "Mensch" para dizer "homem" nesse sentido :-)

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  5. Eu acredito que esse uso de palavras femininas e masculinas é algo artificial que vai acabar caindo em desuso com o tempo. Provavelmente daqui 300 anos nem teremos mais gêneros gramaticais.

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